Eu gosto do impossível,tenho medo do provável,dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.São poucas as pessoas pra quem eu me explico.
domingo, 25 de maio de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
a quem interessar...
Aprendi
da maneira mais difícil que existem pessoas invejosas e também pessoas falsas e
que não é por isso que não podemos confiar-nos outros porque nem todos são
iguais e que por isso nos fortalece mais a cada dia porque o que aprendemos por
experiência própria vale mais do que o que nos ensinam e que assim amadurecemos
e nos tornamos pessoas melhores.
Quero
ao meu lado somente aqueles que vêm pra somar; que ajudam a construir meu
castelo cada vez mais forte, aqueles em quem eu posso confiar e que sabem que a
verdade dói, mas a mentira mata. Aqueles que querem sempre um sorriso estampado
no meu rosto. Aqueles na qual tenho orgulho de dizer: eu te amo! Pessoas
pequenas, egoístas e falsas... Não quero por perto não somos iluminados e
viemos para somar. Então eu quero ao meu lado pessoas que brilhem e não
precisem passar por cima de ninguém para poder brilhar. Quero ao meu lado
aqueles que me amam de verdade e realmente sabem o que isso significa e são
esses que merecem minha amizade, minha atenção meu respeito e meu amor. E são
esses que terão...
att; marcela lopes
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
e a palavra de hoje é .... SUPERAÇÃO!!!
Não
é fácil a seleção de uma pós-graduação, principalmente em uma Universidade Federal,
além de requisitos que são exigidos, existem outros que são cumpridos a risca
como a tão chamada entrevista... Alguns se dão bem... Outros nem tanto ao ponto
de serem excluídos do curso... Pois bem... Tive a sorte de passar na tal
entrevista. Confesso também que tive amigos que me encorajaram para fazer a
seleção...
No
decorrer das aulas me deparei com teorias, concepções, ideias que nunca antes
tinha visto; metodologias, avaliações, objetivos, enfim, um conjunto de coisas
que até então desconhecia. Adaptei-me a rotina- estressante - que eu escolhi.
Durante a semana tinha que dar conta e se fazer presente nas aulas do curso de Pedagogia.
Aos sábados manhã e tarde, estava lá eu, sentada procurando de alguma forma
assimilar, compreender e até mesmo procurar entender a possibilidade de outra
economia. Concordei, discordei, reformulei e tentei reescrever, sempre
adaptando a minha realidade dentro das minhas possibilidades.
Entre dias, meses, momentos, muitas
vezes passou pela minha cabeça em desistir de tudo. Constantemente eu dizia que
não iria conseguir que não aguentava mais, tanta formalidade, tanta
centralidade, tanta ordem em minha vida, por causa dos estudos. Sem contar que
o poder aquisitivo não/ nunca me ajudou. Sempre foi sacrificante, ter que
chegar aos sábados e ter dinheiro para almoçar. Muitas vezes meu almoço foi uma
latinha de coca- cola e um misto quente, porque senão não tinha como voltar pra
casa. Aos domingos em casa, minha mãe, sempre me perguntava como eu iria voltar
pra cajazeiras na segunda as 04 h da manhã... E eu sempre dizia que Deus iria
mostrar um meio... E ele sempre me mostrava.
Com
o passar dos tempos, já entrosada com a turma, com amizades, com certa
afinidade com alguns colegas, caminhamos juntos em seminários, discussão de
ideias, etc. Já no final das aulas (na última cadeira) certa vez surpreendi com
o que uma determinada colega me disse:
Eis
o diálogo:
-
E ai Marcela? E a monografia? Já tá perto
de concluir? (essa conversa foi 3 meses antes do término do prazo).
-
Olá! Bem, ainda não comecei a escrever
nada, mas estou lendo muito em relação ao tema. É um tanto complicado dá conta
de duas coisas ao mesmo tempo...
Surpreendentemente
ela olhou para mim e disse:
-
Pois se fosse eu, eu nem tentava fazer
nessa altura do campeonato, por que não vai dá tempo para concluir!
Será que essa pessoa falou isso pelo simples
fato que a monografia da mesma já estava concluída? Não sei... O fato é que
fiquei surpreendida com a atitude e com o jeito que ela me disse, um jeito que
é impossível descrever em palavras e frases!
Confesso que fiquei com isso na cabeça por alguns dias, cheguei até
comentar com algumas colegas próximas a mim o ocorrido. Acredito que uma pessoa
que trabalha na área da educação não pode ter tal postura. É preciso pensar o
que vai dizer pra não machucar as pessoas ao redor... O tempo passava, as horas
corriam, e chegava mais perto do dia do prazo final... Ainda tinha que concluir o 3° período de
Pedagogia, e graças a deus não tive muito problema com as notas... Felizmente
não fiz uma final nesse período. Concluído, pude enfim me dedicar literalmente
à escrita da monografia. Obstáculos foram muitos! Além de questões pessoais,
tive dificuldade pelo fato de não ter sinal de internet em casa. Era só eu, o
material que tinha no Pen drive e o programa do Word do computador (Risos).
Lia, relia, rabiscava, apagava, sublinhava, dialogava, duvidava, comigo mesma
madrugada adentro, noites a fio, tudo isso sem chegar a uma conclusão. No
decorrer do tempo, tive “anjos” que me ajudaram. Que me confortaram, que me ampararam, não só
com vai dá tudo certo ou com você vai passar Marcela! Era mais que
isso... O nervosismo era tão grande que por várias vezes achava que isso era
sonho. Muitas vezes abandonava tudo pra ir dormir, achando que no outro dia era
tudo diferente, que não iria ter isso. Me enganei muitas
vezes.
Enfim!
É chegado o momento mais difícil e também o mais prazeroso que caracteriza o
término de um trabalho monográfico.
Considero como um “filho” que durante diversos meses consumiu tempo,
noites de sono, atenção e cuidado. Diante de todas as “agruras” o sentimento
que me invade nesse momento é gratidão.
Agradeço
primeiramente a DEUS por está sempre ao meu lado, pela proteção, pelo olhar
misericordioso por esta filha, por cada conquista alcançada. Ele é o meu Deus!
Deus forte, Deus vivo!
A incentivadora-mor, minha mãe MARIA DE
FÁTIMA, pelo amor “inconteste”, pela abnegação, pela presença constante na
minha vida, pelos ensinamentos. Ao meu irmão FILIPE, que sempre esteve ao meu
lado: nas risadas, nas conversas, nas aflições.
O mundo acadêmico é um universo cheio de
caminhos, curvas e vários desníveis. Aos que se atrevem a entrar se deparam
muitas vezes com o lado ruim, mas também com o lado bom. Nesse mundo encontrei
pessoas nas quais jamais vou esquecer. Que através de seus ensinamentos cresci
como pessoa e também como profissional. Ao meu orientador MS. VORSTER QUEIROGA
ALVES agradeço por tudo! Pelas explicações, pelas ponderações e a grande
contribuição que deu a este trabalho: A minha vitória também é vossa! A todos
que fizeram parte integrante da banca avaliadora, obrigada pelas devidas
contribuições.
Aos
professores: DR. DORGIVAL GONÇALVES FERNANDES, MS. WIAMA DE JESUS FREITAS
LOPES, MS. EDINAURA ALMEIDA, MS. ANDRÉ GOMES, que proporcionaram aulas
maravilhosas e prazerosas aos sábados durante esse período de quase três anos.
Nunca esquecerei. Na minha vida
profissional vocês sempre serão referências!
Agradeço
imensamente a FERNANDO JÚLIO PERISSÉ DE OLIVEIRA um dos “culpados” que
literalmente me encorajou através do diálogo “Freireano” para fazer parte desta
Pós-graduação. Que através de suas palavras, de seus ensinamentos, aprendi que
podemos sim fazer uma sociedade mais democrática, transparente, liberta das
amarras, da perversidade de seus opressores. A ARIMATHEA BARBOSA pelo magnífico
senso crítico que possui, pela simpatia e pela sinceridade nas palavras que
sempre esteve presente em nossas conversas. Ao estimado professor Ms. JOSÉ
ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO (UERN) pela paciência, pelo carinho, pela atenção, um
homem apaixonado pelo Sertão e pelas coisas do Sertão, responsável por
introduzir durante todo o percurso da minha vida acadêmica, as várias leituras
pertinentes e imprescindíveis ao ser humano.
Agradeço
e tenho gratidão eterna a JANAÍNA BELO DE SOUSA, MICHELLY GOMES DE SOUSA SÁ. Um
presente que Deus me deu, anjos que sempre estiveram ao meu lado (desde 2006)
que sempre se fizeram presentes até o último momento de finalização desde
trabalho, me confortaram com palavras e gestos dirigidas a minha pessoa quando
eu própria pensava que não iria conseguir... Muito obrigada! A GISEUDA
BENEVIDES, FRANCISCO ALMEIDA, RITA DE SOUSA, SUELY ROCHA, onde a cada sábado
construímos uma amizade simples, singela e verdadeira.
Também
agradeço imensamente a ADRIANA FERREIRA, THAÍZE RAMOS, TAMIRES RAMOS, FRANCISCA
SOARES, MAYRLA SARMENTO, VANESSA TEIXEIRA e FRANCICLÉBIA FERREIRA pela
paciência frente as minhas inquietações, minhas angústias, pelo convívio em
Cajazeiras - PB.
A
turma de PEDAGOGIA 2012.1UFCG/CFP especialmente a CÁTIA LARISSI, GÉSSICA
GALDINO E MARIA MAGNA que dividiram comigo as angústias, o aprendizado e os
ensinamentos a cada semana de aula no curso. Aprendo muito com vocês!
Estendo
minha gratidão a Secretaria de Educação do município de Santa Cruz-PB, nas
pessoas de JOANA DARC FERREIRA DE ARAÚJO, FÁTIMA ANTUNES e FRANCISCA LINDIMAR
contribuindo com vários esclarecimentos no que se refere ao mundo da EJA no
município.
Agradeço
também a pessoas que direta ou indiretamente cooperaram para que este trabalho
conseguisse atingir os objetivos propostos.
Obrigada a todos!
A gratidão é o único tesouro dos humildes.
William Shakespeare
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Chile – 11 de Setembro de 1973: Quarenta anos do início de uma dolorosa tragédia no Cone Sul
Por José Romero Araújo Cardoso
Manhã de onze de setembro de 1973. Santiago, capital chilena, amanhecia sob
tênue chuva. O Presidente Salvador Allende adentrava o Palácio La Moneda,
intuindo cumprir suas obrigações como chefe do executivo nacional.
No entanto, o Presidente Constitucional Chileno não sabia que o Ministro da
Defesa e a cúpula da Segurança Nacional haviam fomentado articulação, há tempos
imemoriais, com a CIA, visando depô-lo. Corajoso e determinado, o médico e
maçon que pensara em uma transição pacífica para o socialismo tinha mexido com
interesses graúdos de grandes empresas transnacionais do ramo de mineração,
sobretudo as que atuavam na exploração das riquíssimas reservas de cobre
localizadas ao norte do País. Além disso, passou as minas de carvão e os serviços de
telefonia para o controle do Estado, aumentou a intervenção nos bancos e fez a
reforma agrária, desapropriando grandes extensões de terras improdutivas e
entregando-as aos camponeses.
Salvador Allende conseguira no Congresso, apoiado na coalizão formada pela
esquerda e partidos progressistas chilenos, denominada de Unidade Popular, anos
antes, a nacionalização de verdadeiros impérios empresariais norte-americanos.
O Chile tornara-se, ao lado de Cuba, um dos paraísos daqueles idealistas que
acreditavam em novos rumos para a América Latina subjugada pelo imperialismo
ianque.
A aproximação com a ilha insurrecta era tão proeminente que Fidel Castro chegou
a passar meses no Chile, pois encantado com a experiência desencadeada neste
País sul-americano, tomou-o como referência para a região, enquanto sinônimo de
luta pela liberdade.
O ódio imperialista demonstrou toda sua intensidade quando o General Augusto
Pinochet ordenou que suas tropas marchassem sobre o Palácio Presidencial.
Aviões norte-americanos apoiaram o avanço militar quando da deflagração daquele
que se tornaria um dos mais sangrentos golpes de estado já consolidado em toda
a América Latina.
Tímida comparação encontra-se na violenta deposição do governo Arbenz, na
década de cinqüenta, na Guatemala. Na relação dos que seriam fuzilados
encontrava-se Ernesto Guevara de La Serna, mais tarde imortalizado pelo apelido
de “Che”.
Allende resistiu bravamente, empunhando fuzil presenteado por Fidel quando da
histórica visita ao Chile. No entanto, a desigual disponibilidade de homens e
armas o fez tombar sem vida.
O Chile, em razão dos ares pretensamente libertários, imortalizado no
imaginário lúdico de centenas de guerrilheiros latino-americanos, expulsos ou
fugidos dos seus países, era tido como porto seguro pela esquerda radical.
Inúmeros militantes da luta armada no Brasil, como Fernando Gabeira, trocado
pelo embaixador suíço quando do seqüestro e negociação efetivados pelo grupo
liderado pelo Capitão Lamarca, buscaram refúgio no Chile de Allende.
A chacina nas ruas de Santiago marcou consideravelmente o advento da extrema
truculência dos militares chilenos que depuseram o presidente eleito pelo povo.
Pessoas ligadas ao governo que estava sendo deposto, bem como os esquerdistas
que buscaram exílio no Chile, foram literalmente caçados, assassinados
friamente, torturados, aterrorizados pela violência inaudita que se instalou na
“ilha de esperança” do Cone Sul.
Os EUA transmitiram ordens incisivas para que as Embaixadas dos “Países
Aliados” fechassem as portas para os seres humanos que estavam sendo
massacrados no Chile. A Suécia desobedeceu as instruções vindas de Washington e
transformou seu espaço de representação diplomática em tábua de salvação para
inúmeros perseguidos.
Se não fosse a ousadia e o humanismo do primeiro-ministro Olaf Palm, um dos
mentores do Welfare State (Estado do bem estar Social) a criminosa caçada no
Chile teria tomado proporções ainda mais perversa e devastadora. Muitos que
foram perseguidos e conseguiram asilo na Embaixada Sueca choraram quando do
assassinato do grande político daquele País Nórdico. Exilado na Suécia,
Fernando Gabeira, um dos idealizadores do seqüestro do Embaixador
Norte-Americano Charles Elbrick, salvou-se graças à decisão de Palm em abrigar
o máximo de pessoas possível na Embaixada Sueca.
O Estádio Nacional, palco de históricas partidas de futebol, com destaque às
disputadas na copa de 1962, foi transformado em campo de concentração para
centenas de pessoas aprisionadas pelos militares rebelados contra o governo
Allende.
A ordem era não expressar sentimentos ou brados de revolta, mas o cantor e
compositor Victor Jara desobedeceu-a, sendo vítima da ira ensandecida dos
golpistas. Assassinaram-no com requintes de perversidade.
Victor Jara era a maior expressão da música de protesto no Chile, considerado o
Chico Buarque daquele país sul-americano. As canções que compôs ou interpretou
destacaram-se pelo engajamento político e posicionamento em prol dos oprimidos.
A antológica homenagem ao Comandante “Che” Guevara tem letra de Victor Jara (Aprendimos a quererte, desde la
histórica altura, donde el sol de tu
bravura,le puso cerco a la muerte.
Aquí se queda la clara, la entrañable transparencia, de tu querida
presencia, Comandante Che Guevara. ).
bravura,le puso cerco a la muerte.
Aquí se queda la clara, la entrañable transparencia, de tu querida
presencia, Comandante Che Guevara. ).
Personalidades respeitadas no mundo cultural, como o poeta Pablo Neruda,
empreenderam fuga desesperada, atravessando a Cordilheira dos Andes. A
residência do consagrado poeta chileno foi profanada pelos militares tresloucados
com as ordens recebidas dos superiores, cujo destaque estava na efetiva
inserção do Chile na execrável “Operação Condor”.
Violeta Parra, grande nome da música chilena, cuja obra-prima encontra-se em
“Gracias a La vida”, mesmo falecida em cinco de fevereiro de 1967, teve suas
canções proibidas, pois sinônimo de luta contra a opressão era vista como
símbolo das batalhas contra a exploração que tanto marcou o governo Allende.
Mesmo longe, depois da consolidação do sangrento golpe de Estado, pessoas
ligadas ao governo deposto foram assassinadas. Exemplo disso encontra-se na
morte trágica de Orlando Letelier, nos EUA, juntamente com sua assistente, Ronni Muffet, em Washington,
D.C. por agentes secretos da DINA (Dirección de Inteligencia
Nacional), a polícia política do regime militar chileno.
Em onze de setembro de 1973 o terror tomou conta do Chile, pois a violência
tornou-se marca indelével da ação dos militares que, agindo assim, assumiram
compromisso irrevogável com o neoliberalismo e com a idéia de dominação
veiculada pela ideologia americana com relação à América Latina.
José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo.
Professor-adjunto da UERN.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
EU (ACHO QUE EM 2013..)
Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na
minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com
alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.
Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo.
Nem eu sou o que penso que eu sou.
Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar.
Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho.
Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo.
Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido. Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas.
Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva.
Impaciente onde você vê ousadia.
Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos.
E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.
Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo.
Nem eu sou o que penso que eu sou.
Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar.
Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho.
Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo.
Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido. Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas.
Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva.
Impaciente onde você vê ousadia.
Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos.
E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
MARTHA MEDEIROS
NÓS MULHERES!!!!!!
Enfrenta os problemas. Aceita as
perdas. Engole o choro. Desaba em silêncio. Fala com firmeza. Entende as
entrelinhas. Sabe a sua hora de ficar quieta. Não precisa do corpo pra
ser adorada. Conversa com o olhar. É inteligente. Sabe como ser feliz.
Sabe como fazer feliz. Mulher foda, é aquela que já se arrebentou toda
numa relação, que já remou sozinha o “barquinho-do-amor”. É aquela que
já chorou várias noites seguidas, aquela que já viu uma “amiga” roubar
seu namorado, aquela que demonstra o que sente, aquela que escuta a
opinião dos outros, e sabe defender a sua. Mulher foda não precisa de
muita experiência, só precisa saber que a vida, não é cheia de docinhos e
que as rosas que nos dão, também vem com espinhos.
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