terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Chile – 11 de Setembro de 1973: Quarenta anos do início de uma dolorosa tragédia no Cone Sul




 Por José Romero Araújo Cardoso

          Manhã de onze de setembro de 1973. Santiago, capital chilena, amanhecia sob tênue chuva. O Presidente Salvador Allende adentrava o Palácio La Moneda, intuindo cumprir suas obrigações como chefe do executivo nacional.
          No entanto, o Presidente Constitucional Chileno não sabia que o Ministro da Defesa e a cúpula da Segurança Nacional haviam fomentado articulação, há tempos imemoriais, com a CIA, visando depô-lo. Corajoso e determinado, o médico e maçon que pensara em uma transição pacífica para o socialismo tinha mexido com interesses graúdos de grandes empresas transnacionais do ramo de mineração, sobretudo as que atuavam na exploração das riquíssimas reservas de cobre localizadas ao norte do País.    Além disso, passou as minas de carvão e os serviços de telefonia para o controle do Estado, aumentou a intervenção nos bancos e fez a reforma agrária, desapropriando grandes extensões de terras improdutivas e entregando-as aos camponeses.
          Salvador Allende conseguira no Congresso, apoiado na coalizão formada pela esquerda e partidos progressistas chilenos, denominada de Unidade Popular, anos antes, a nacionalização de verdadeiros impérios empresariais norte-americanos. O Chile tornara-se, ao lado de Cuba, um dos paraísos daqueles idealistas que acreditavam em novos rumos para a América Latina subjugada pelo imperialismo ianque.
          A aproximação com a ilha insurrecta era tão proeminente que Fidel Castro chegou a passar meses no Chile, pois encantado com a experiência desencadeada neste País sul-americano, tomou-o como referência para a região, enquanto sinônimo de luta pela liberdade.
          O ódio imperialista demonstrou toda sua intensidade quando o General Augusto Pinochet ordenou que suas tropas marchassem sobre o Palácio Presidencial. Aviões norte-americanos apoiaram o avanço militar quando da deflagração daquele que se tornaria um dos mais sangrentos golpes de estado já consolidado em toda a América Latina.
          Tímida comparação encontra-se na violenta deposição do governo Arbenz, na década de cinqüenta, na Guatemala. Na relação dos que seriam fuzilados encontrava-se Ernesto Guevara de La Serna, mais tarde imortalizado pelo apelido de “Che”.
          Allende resistiu bravamente, empunhando fuzil presenteado por Fidel quando da histórica visita ao Chile. No entanto, a desigual disponibilidade de homens e armas o fez tombar sem vida.
          O Chile, em razão dos ares pretensamente libertários, imortalizado no imaginário lúdico de centenas de guerrilheiros latino-americanos, expulsos ou fugidos dos seus países, era tido como porto seguro pela esquerda radical. Inúmeros militantes da luta armada no Brasil, como Fernando Gabeira, trocado pelo embaixador suíço quando do seqüestro e negociação efetivados pelo grupo liderado pelo Capitão Lamarca, buscaram refúgio no Chile de Allende.
          A chacina nas ruas de Santiago marcou consideravelmente o advento da extrema truculência dos militares chilenos que depuseram o presidente eleito pelo povo. Pessoas ligadas ao governo que estava sendo deposto, bem como os esquerdistas que buscaram exílio no Chile, foram literalmente caçados, assassinados friamente, torturados, aterrorizados pela violência inaudita que se instalou na “ilha de esperança” do Cone Sul.
          Os EUA transmitiram ordens incisivas para que as Embaixadas dos “Países Aliados” fechassem as portas para os seres humanos que estavam sendo massacrados no Chile. A Suécia desobedeceu as instruções vindas de Washington e transformou seu espaço de representação diplomática em tábua de salvação para inúmeros perseguidos.
          Se não fosse a ousadia e o humanismo do primeiro-ministro Olaf Palm, um dos mentores do Welfare State (Estado do bem estar Social) a criminosa caçada no Chile teria tomado proporções ainda mais perversa e devastadora. Muitos que foram perseguidos e conseguiram asilo na Embaixada Sueca choraram quando do assassinato do grande político daquele País Nórdico. Exilado na Suécia, Fernando Gabeira, um dos idealizadores do seqüestro do Embaixador Norte-Americano Charles Elbrick, salvou-se graças à decisão de Palm em abrigar o máximo de pessoas possível na Embaixada Sueca.   
          O Estádio Nacional, palco de históricas partidas de futebol, com destaque às disputadas na copa de 1962, foi transformado em campo de concentração para centenas de pessoas aprisionadas pelos militares rebelados contra o governo Allende.
          A ordem era não expressar sentimentos ou brados de revolta, mas o cantor e compositor Victor Jara desobedeceu-a, sendo vítima da ira ensandecida dos golpistas. Assassinaram-no com requintes de perversidade.
          Victor Jara era a maior expressão da música de protesto no Chile, considerado o Chico Buarque daquele país sul-americano. As canções que compôs ou interpretou destacaram-se pelo engajamento político e posicionamento em prol dos oprimidos. A antológica homenagem ao Comandante “Che” Guevara tem letra de Victor Jara (Aprendimos a quererte, desde la histórica altura, donde el sol de tu 
bravura,le puso cerco a la muerte. 
Aquí se queda la clara, la entrañable transparencia, de tu querida 
presencia, Comandante Che Guevara.
 ).  
          Personalidades respeitadas no mundo cultural, como o poeta Pablo Neruda, empreenderam fuga desesperada, atravessando a Cordilheira dos Andes. A residência do consagrado poeta chileno foi profanada pelos militares tresloucados com as ordens recebidas dos superiores, cujo destaque estava na efetiva inserção do Chile na execrável “Operação Condor”.
          Violeta Parra, grande nome da música chilena, cuja obra-prima encontra-se em “Gracias a La vida”, mesmo falecida em cinco de fevereiro de 1967, teve suas canções proibidas, pois sinônimo de luta contra a opressão era vista como símbolo das batalhas contra a exploração que tanto marcou o governo Allende.
          Mesmo longe, depois da consolidação do sangrento golpe de Estado, pessoas ligadas ao governo deposto foram assassinadas. Exemplo disso encontra-se na morte trágica de Orlando Letelier, nos EUA, juntamente com sua assistente, Ronni Muffet, em Washington, D.C. por agentes secretos da DINA (Dirección de Inteligencia Nacional), a polícia política do regime militar chileno.
          Em onze de setembro de 1973 o terror tomou conta do Chile, pois a violência tornou-se marca indelével da ação dos militares que, agindo assim, assumiram compromisso irrevogável com o neoliberalismo e com a idéia de dominação veiculada pela ideologia americana com relação à América Latina.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN.      

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

EU (ACHO QUE EM 2013..)

Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.
Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo.
Nem eu sou o que penso que eu sou.
Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar.
Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho.
Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo.
Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido. Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas.
Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva.
Impaciente onde você vê ousadia.
Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos.
E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.
MARTHA MEDEIROS


NÓS MULHERES!!!!!!

 Enfrenta os problemas. Aceita as perdas. Engole o choro. Desaba em silêncio. Fala com firmeza. Entende as entrelinhas. Sabe a sua hora de ficar quieta. Não precisa do corpo pra ser adorada. Conversa com o olhar. É inteligente. Sabe como ser feliz. Sabe como fazer feliz. Mulher foda, é aquela que já se arrebentou toda numa relação, que já remou sozinha o “barquinho-do-amor”. É aquela que já chorou várias noites seguidas, aquela que já viu uma “amiga” roubar seu namorado, aquela que demonstra o que sente, aquela que escuta a opinião dos outros, e sabe defender a sua. Mulher foda não precisa de muita experiência, só precisa saber que a vida, não é cheia de docinhos e que as rosas que nos dão, também vem com espinhos.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ONDE E QUANDO NASCEU JESUS?





Perguntemos a Maria Madalena, onde e quando nasceu Jesus. E ela nos respondera:
– Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.
Perguntemos a Pedro quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:
– Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.
Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:
– Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: “Saulo... Saulo... Porque tu me persegues?”. E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: “Senhor, o que queres que eu faça?”.
Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. Ela nos respondera:
– Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: “Negue! Negue!”. E o soldado com a tocha acesa dizendo: “Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?”. Foi nesse instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer:“Ele não me ensinou só isso; Jesus ensinou-me também a amá-lo, meu amigo”.
Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. E Ele nos respondera:
– Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”.
Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. Ela nos responderá:
– Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse: “Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas”. Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: “Senhor dá me desta água”.
Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos respondera:
– Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: “Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência!”. Compreendi que chegara o momento de Ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.
Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá:
– Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: “Lázaro! Levanta-te! Sai para fora”. Neste momento compreendi finalmente quem Ele era... A Ressurreição e a Vida!
Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos respondera:
– Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação. Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.
Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E Ela nos responderá:
– Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando O segurei em meus braços pela primeira vez que senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.

...E PARA NÓS, QUANDO E ONDE JESUS NASCEU?

Que neste Natal você acolha o maior de todos os presentes:
JESUS CRISTO, o nosso SALVADOR!
Com Ele, com certeza, 2013 será muito mais abençoado!


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Se arriscar por um amor impossivel vale a pena?


O impossivel existe?
O impossivel não existe quando se ama uma pessoa...
Amar vai além de todos os obstaculos que possam cruzam nosso caminho
Se arriscar é necessário em qualquer situação da vida. 

Se arriscar para conquistar
Não importa por quem seja teu amor ou de que forma seja
Lute por ele, se arrisque não deixe de viver momentos unicos por medo... ele te afasta de uma realidade deseja...



By: A.S

 

domingo, 11 de novembro de 2012

Manifesto com um toque freireano....



 e ele continua ...
o sujeito de sua própria realidade...
 


"Sim. 
È assim o meu viver. 
Gosto de manter uma relação dialética com a minha realidade. Subestimei a importância da compra de votos nas eleições para vereador. 
Dancei. 
Sacudi a poeira. 
Vi em que avancei. 
A campanha me tornou muito mais conhecido e respeitado. 
Os acessos ao blog e a minha página no face cresceram. Essa é a minha realidade. Vou de encontro a ela. Ampliar minha ação na Internet. Dentro do meu objetivo de fazer crescer a consciência crítica da nossa gente. [...].
No fundo já sabia disso tudo. Mas queria ver se era possível quebrar essa gigantesca estrutura. 
Agora tenho certeza de que não é.

Volto, então, ao objetivo inicial: conscientização.

Sim, mas agora com mais conhecimento sobre a realidade. a campanha foi muito importante para mim. Estive em locais em que nunca tinha ido. 
Conheci realidades novas. 
Dialoguei diretamente com dos eleitores. 
Ouvi diretamente os tais pedidos de ajuda. Dentro de casas muito miseráveis, ouvi a tradicional frase: "Somos em 5. Votamos no senhor se pagar esse papel de luz." Ou se pagar o meu registro de civil. Ou esse papel de água Ou esse remédio.
De início reagi com certa violência. Mandava procura quem tinha roubado dinheiro do povo. Depois fui vendo que eram mais vítimas do que réus. E fui mudando meu comportamento.
Fazendo mais perguntas do que proselitismo e muitos chegaram a me pedir desculpas.
[...] Pra mim, não tinham culpa de serem assim. Eram apenas vítimas de uma sociedade que os fizeram ser assim. A derrota não me derrubou porque sempre considerei a possibilidade de não ser eleito. A minha popularidade durante a campanha foi muito grande. O Véio do Cocó conquistou a galera do 15. Mas eu sempre dizia pra Bel e pros amigos que era difícil transformar isso em votos. E foi. Assumo uma parte disso. A própria vida conduz à consciência crítica. A cada eleição existe um novo povo. Principalmente após Lula, quem quebrou com a ditadura da classe média sobre a população pobre.  [...] Esse foi o principal saldo da eleição. E quero seguir em frente a partir dele."

by:

Fernando Perissé

sábado, 10 de novembro de 2012

fragmentos .....



E sempre é bom conversar com pessoas assim ....aprendo muito...



- O importante é você sair livre disso tudo! É difícil, mas dá pra sair sim! Introjete uma única coisa em sua cabeça? Você será feliz. Merece.

- a gente tenta ser feliz...

-Não tente. Seja. A neurolinguística condena a palavra tentar. Seja feliz.

-Comece a vibrar dentro de você a idéia de que você será feliz. Esse é o ponto de partida.

-só tu mesmo pra dizer isso

- Mas esse é o começo da felicidade. Fazer-nos acreditar que seremos felizes. Se não acreditarmos nisso, quem mais acreditará? A felicidade tem que começar dentro de nós. Mas é preciso que definamos muito bem o que nos fará feliz.

- Estou começando a definir

- É preciso que nos preparemos também para a possibilidade de ela não vir como queremos. A felicidade plena, total, irrestrita é uma utopia. Ou uma grande mentira de alguns. Mas podemos e devemos ser razoavelmente felizes. Não nascemos para ser infelizes.

- Temos que ser o sujeito da nossa felicidade!!!!!

Para isso temos que analisar bem a nossa vida.
Desenvolvermos uma consciência crítica sobre ela.
Definirmos que podemos e o que não podemos mudar da nossa realidade.
Adaptarmos-nos a aquilo que não podemos modificar.
Mudarmos aquilo que está ao nosso alcance.
Construirmos, dessa forma, a nossa felicidade.
Hoje, tenho certeza que muito da nossa vida é construído dentro das nossas cabeças.
Na maioria das vezes somos vítimas de nós mesmos.
É claro que isso se dá porque nos deixamos influenciar por fatores externos.Mas permitimos que eles influenciassem de forma negativa na nossa vida.