sábado, 18 de fevereiro de 2012

JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO

  Quero deixar meu carinho, minha admiração, gratidão e profundo respeito ao estimado amigo José Romero...  dono de uma capacidade intelectual inquestionável... homem sensível que sempre deixou transparecer seu amor a cidade de Pombal/PB. Profundo e grande estudioso sobre a vida/obra de Josué de Castro ... foi ele o grande responsável por introduzir  a leitura do livro " Geografia da Fome"  na minha vida...    obrigada pela paciência diante das minhas indagações e dúvidas...  reitero meu profundo reconhecimento...  

você vai conseguir !!!!!!



- BIOGRAFIA:

Nasceu no dia 28 de setembro de 1969, na cidade de Pombal, Estado da Paraíba, filho de Maria de Lourdes Araújo Cardoso e Severino Cruz Cardoso. Graduou-se em Licenciatura em Geografia pelo Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, João Pessoa - PB. Cursou Especializações em Geografia e Gestão territorial e em Organização de Arquivos. Submeteu-se no ano de 1998 a concurso público para docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró - RN, obtendo primeiro lugar. É professor Adjunto-IV. Concluiu, em julho de 2002, mestrado em desenvolvimento e meio ambiente-PRODEMA-UERN, com dissertação versando sobre a importância da caprinovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró-RN. Assessorou a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense, por onde lançou os seguintes livros: Nas Veredas da Terra do Sol (1996), Terra, Verde, Chapéu de Couros e Outros Ensaios (1996), Aos Pés de São Sebastião - Novela Sertaneja (1998), Fragmentos de Reflexões - Ensaios Selecionados (1999), A Descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade - A Família de Menandro José da Cruz (2001), A Importância da Caprinovinocultura em Assentamentos Rurais de Mossoró-RN (2002) e Euclides da Cunha e as Secas (2005). É autor de inúmeras plaquetas, a exemplo de Mossoró e a Resistência a Lampião (2002) e de Maria do Ingá a Maringá (2003). É sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e sócio da Associação Paraibana de Imprensa, além de sócio fundador do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D’Arão. Estudioso do semi-árido nordestino e dos movimentos sociais desta região.






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ROMERO CARDOSO LANÇA LIVRO HISTÓRICO...

"Fazenda da Esperança Santa Rosa: reminiscências de um processo de retorno à vida", esse é o nome do Livro do professor José Romero Araújo Cardoso, lançado nos últimos dias, da cidade de Mossoró para o Brasil. 
O Livro tem apresentação de Marinalva Freire da Silva, prefácio de Archimedes Marques e posfácio de Nelson Barbosa. 
Na abertura do Livro, José Romero fala dos seus sentimentos sobre a Fazenda: "Levado por Deus e conduzido por Benedito Vasconcelos Mendes e seu cunhado Paulo Leite, privando ainda da companhia de Mariza Cavalcante Cruz e José Romero Araújo Cardoso Júnior, cheguei a Fazenda da Esperança Santa Rosa em um dia de domingo, à noite, mais precisamente aos 27 de fevereiro de 2011, permanecendo até o dia 06 de setembro do mesmo ano".

 Aos quarenta e dois anos e em pleno processo de recuperação da dependência química, O professor fala sobre seu envolvimento com as drogas, os problemas enfrentados em decorrência do vício e da decisão de mudar de vida, partindo de uma transformação espiritual.


Entrevista para o Jornal " o mossoroense "



O Mossoroense: O senhor está em um processo de recuperação, enfrentou alguns problemas devido ao envolvimento com drogas. Como tudo começou?
José Romero Araújo Cardoso: Sou muito envolvido com o mando cultural. Sou escritor, tenho muitos livros publicados e milito em diversas instituições culturais no Rio Grande do Norte e na Paraíba, como o Instituto Cultural do Oeste Potiguar (Icop), como a Associação Paraibana de Imprensa. E no meio cultural é muito comum algumas pessoas usarem de forma irresponsável alguns tipos de droga. Então eu comecei a fumar maconha a partir do contato com alguns intelectuais paraibanos. O uso da maconha se estendeu até 2010, quando em razão de um trauma profundo, um problema existencial que ainda estou vivendo, um problema emocional grave que culminou exatamente na minha separação, eu comecei a usar crack, fumando sofregamente na lata. Isso daí me causou danos profundos e quando eu notei que estava morrendo eu pedi ajuda a Deus, que me enviou um colega meu da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), agora aposentado, chamado Anselmo Rodrigues da Costa. A partir da ajuda de Anselmo, eu tomei a decisão de buscar me recuperar em uma Fazenda da Esperança. A unidade da fazenda que fica em Serra do Mel, que fica perto de Mossoró, seria a ideal, mas eu raciocinei que lá eu encontraria talvez muitas pessoas com quem tive uma comunhão macabra no uso dessa droga terribilíssima. Então decidi me tratar na unidade da Fazenda Santa Rosa, em Garanhuns, no estado de Pernambuco.



OM: As companhias influenciam ou a pessoa só entra no mundo das drogas se quiser?
JR:
É uma decisão de cada um. Só que a curiosidade é algo inerente ao ser humano, em querer experimentar algo que você não conhece. E no meu caso pessoas, escritores conceituados que usavam maconha, era uma espécie de modelo, de exemplo a ser seguido naquele momento. Você está se lançando no meio cultural e se fulano faz porque você não vai fazer. Então a partir disso, vendo muitas pessoas ligadas à cultura se drogar eu acompanhei.


OM: O que o senhor buscava no uso dessas substâncias, qual a sensação que elas proporcionavam?
JR:
A maconha me dava uma sensação de bem-estar, me fazia mergulhar em um mundo desconhecido que era algo inexplicável, uma sensação agradável. Com relação ao crack não tinha mais a questão do prazer, era dependência mesmo porque é uma droga avassaladora. Vi coisas muito graves em decorrência dessa droga, contadas pelos meus irmãos da Fazenda da Esperança, que me fizeram rever todos os meus conceitos e valores, porque eu tenho a convicção de que sou uma pessoa boa e não quero contribuir para a infelicidade de ninguém então o que eu ouvi desses irmãos, mudou radicalmente a minha vida. Ouvi coisas gravíssimas, de pessoas que roubaram e mataram por causa dessa droga para saciar o vício.




OM: Como era o seu relacionamento com a sua família?
JR:
Sempre foi normal, eu nunca causei problemas para ninguém porque o meu temperamento é calmo, não é agressivo, mas eu notava minha mãe, velhinha, sucumbindo em razão de me ver me destruindo com o consumo sôfrego de droga, um consumo adicto mesmo de droga que vinha me debilitando física, moral e psicologicamente. Aonde eu ia chegar eu não sei, mas quando eu vi que o fundo do poço era o meu caminho eu resolvi parar, eu resolvi procurar ajuda. Resolvi seguir o que aquela voz que vinha na minha mente mandando eu me tornar um homem novo. As pregações do pastor Anselmo, que só descansou quando conseguiu me convencer, estão intimamente relacionadas ao agir de Deus em minha vida.

OM: Hoje, em fase de recuperação, tem alguma coisa que o senhor perdeu que não tem como recuperar?
JR:
O passado passou, eu não penso nisso. A minha vida eu entreguei nas mãos de Deus, eu não me preocupo mais com o que eu perdi ou que deixei de ganhar. Isso aí não me interessa. O que me interessa é que a minha meta é me tornar um homem novo e o meu objetivo de vida agora é levar o amor a todos os meus semelhantes. O amor de Deus, que é o único que salva, não tem outro.


OM: O senhor passou um período na Fazenda da Esperança Santa Rosa e pretende usar as experiências que vivenciou para ajudar a salvar outras pessoas. Como pretende fazer isso?
JR:
Deus vai encaminhar tudo bem direitinho, eu não vou me precipitar, tenho certeza de que aparecerão pessoas que comunguem o meu ideal a fim de viabilizar esse pleito. Confio plenamente que Deus agirá no sentido de que isso tudo seja concretizado, porque eu aprendi muito na Fazenda da Esperança, sobretudo no que diz respeito a respeitar o tempo de Deus.


 OM: Qual o conselho que o senhor deixa para as pessoas que têm curiosidade em experimentar esse tipo de substância para saber como é?
JR:
Desistam, não vale a pena, nunca queira saber o que é ser escravo de uma droga poderosa como o crack. Resistam, não queiram saber como é triste a situação de uma pessoa submissa a essa droga violenta. Eu agradeço a Deus pela oportunidade que ele está me dando de me recuperar e eu peço a todos que não queiram saber dessa droga, que causa um mal tremendo, é violenta e que só vai prejudicar em todos os sentidos.

4 comentários:

  1. De uma mae sofrida e sincera!!!

    o que acho é que esses filhos adictos que se deixaram tomar conta da pior desgraça que existe que é o crak, nunca mais sairão disso....muito poucos conseguiram e conseguirão....Por mais que façam as familias, por mais que os amemos, qualquer coisa, qualquer decepção, chateação...eles esquecem todo o sacrificio que fazemos por eles e nos trocam pelo maldito vicio....São todos egocentricos, e egoístas....só o sofrimento deles é que fala alto....quando estao internados, juram nunca mais cair, conseguem enxergar um pouco o mal que fizeram se entregando a droga maldita..aí se lembram o que são, dos valores que tem, da mãe doente por causa deles, do coitadinho do Pai que eles amam tanto, mas basta uma decepção ou um aperto qualquer e esquecem tudo e voltam pras drogas..Prova disso tem meu filho com 20 anos ja nesta vida com trocentas internações, e nosso amigo professor univesitario que se encontra de novo em tratamento.....eu ja me tornei uma incrédula na recuperação desses tomados pelo crak....Deus me perdoe, nem por isso vou deixar de cuidar de meu filho, que é um advogado registrado na ordem e tudo....mas nao acredito mais....Vai ser assim pra sempre!!!!desculpem a sinceridade doída.....mas vou tentar viver minha vida com menos sofrimento e entregar nas mãos de Deus!!!!.

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  2. a esperança é a última que morre...

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  3. Entender a história de ulisses liberato de alencar,meu em segundo grau.

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  4. Meu tio em segundo grau.

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